Junto ao portão de entrada da escola, dois cravos gigantes, criados pela professora Eugénia Lopes, dão as boas-vindas à comunidade.
A Biblioteca José Saraiva vestiu-se de memória e de liberdade, como se cada canto respirasse Abril.

No átrio, um enorme cravo e um ramo de cravos vermelhos naturais dão-nos as boas-vindas.
Da exposição, de carácter informativo, sobressaem trabalhos de alunos: os mais novos criaram marcadores; os mais velhos exploraram o “lápis azul”, símbolo da censura do Estado Novo, transformando-o em ferramenta de criatividade e de liberdade.
Entre as estantes, no balcão, na entrada…despontam cravos vermelhos — vivos, intensos — espalhados como pequenas chamas que contam, sem palavras, a história de um povo que escolheu ser livre.
Num espaço de reflexão, a montra dos livros outrora censurados revela páginas que já foram proibidas, histórias que quase ficaram por contar.
E, em jeito de convite, surgem as sugestões de leitura — caminhos abertos para quem quiser compreender melhor Abril e levá-lo consigo para além da Biblioteca.
Os professores de História (sendo que 2 integram a equipa da Biblioteca) decidiram, no ano em que se assinalam 52 anos da revolução de Abril e os 50 anos das primeiras eleições autárquicas em democracia, realizar atividades simples, mas evocativas dos valores da liberdade, da participação cívica e do poder local. No exterior, decorreu a pintura do mural “Cultivar Abril”. Os alunos deixaram o seu “cravo de Abril” no mural, estilizando a própria mão e acrescentando uma palavra ou frase inspirada nos ideais da Revolução.
A atividade “10 minutos de História em sala de aula”, realizada pelo professor Manuel Carvalho, nas turmas do 9.º ano, abordou acontecimentos do dia da Revolução dos Cravos e sensibilizou os alunos para serem cidadãos empenhados na preservação e defesa dos valores e princípios democráticos.
Durante os intervalos, a professora Magda Carvalho leu um texto, da sua autoria, em que deu a conhecer a importância da música como instrumento de contestação ao regime do Estado Novo e depois do 25 de Abril em que, através da música, se celebravam a liberdade e os direitos dos cidadãos.
Comemorar o 25 de Abril é lembrar às gerações futuras que a democracia, mais do que um sistema político, representa um compromisso coletivo com a liberdade, a justiça e a dignidade humana e o respeito.